Crônicas de Botequim

Setembro

Setembro

Rubem Penz

Em meu primeiro setembro tinha dias de vida e nada sabia sobre saberes, sobre vida ou sobre primavera. E, mesmo sem saber, neste longínquo setembro, eu era primavera.

***

Cada mês tem seus encantos. É o que diz setembro na esperança de ser menos invejado.

***

Desde o solstício de inverno, os dias crescem um pouquinho a cada amanhecer. E, incrivelmente, demoramos mais de mês para acordarmos essa percepção. Por isso, a nossa lentidão de sentidos – ou será preguiça? –, o amanhecer de setembro é tão luminoso.

***

O terceiro terço do ano costuma vir com uma pequena angústia – a distância evidente entre o planejado e o feito.

Se há primaveras em seus pensamentos, deixe as cores da estação ganharem vida.

Setembro é o tradicional mês do “ainda dá tempo”.

***

Meu quarteto jazzístico, em seus mais de 30 anos juntos, já foi Impatiens walleriana (ou Maria-se-vergonha, no popular). Ou seja, florescíamos o ano todo. Neste 2019 ele subirá ao palco pela primeira vez só em setembro… Vamos nos tornando orquídeas com o passar do tempo. Chique, né? Mas triste, também.

***

Se há primaveras em seus pensamentos, deixe as cores da estação ganharem vida. Quer uma oportunidade? Restam poucas vagas, talvez duas ou três, na oficina APERITIVO SANTA SEDE. Serão 12 encontros entre setembro e novembro, às segundas-feiras, no Apolinário. Ideias em sementes merecem nascer. Primavere-se agora mesmo pelo e-mail contato@oficinasantasede.com.br

 

Comentários
Etiquetas
Mostrar mais

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verifique também

Fechar
Botão Voltar ao topo