Biografia

_Biografia

Crônica: um texto enquanto tempo. Ou, de trás para adiante, o tempo enquanto texto. Uma volta de ponteiros na página: sempre igual e sempre diferente, pois em cada passagem se refere a outro período.

Rubem Penz (Porto Alegre, 1964) atua na interseção entre literatura, música e formação de escritores. Desde o início dos anos 2000, dedica-se de modo crescente à crônica brasileira, tanto como autor quanto como organizador de oficinas de escrita e projetos editoriais.

Graduado em Educação Física pela UFRGS, iniciou sua vida profissional como empresário nas áreas de publicidade e telecomunicações antes de migrar integralmente para a economia criativa. Em 2010 fundou a Oficina Literária Santa Sede, premiada com o Prêmio Açorianos de Literatura – Destaque Literário em 2016, da qual nasceu, em 2020, a Santa Sede Editorial. A instituição tornou-se um espaço permanente de formação de cronistas e publicação de coletâneas.

Paralelamente à literatura, desenvolve atividade musical desde o final da década de 1980 como baterista e percussionista, participando de grupos voltados à música brasileira e ao jazz. Como compositor e letrista, possui canções gravadas por diversos intérpretes e lançou, em 2024, o álbum Reverso, finalista em três categorias do Prêmio Açorianos de Música.

Sua produção reúne livros autorais, organização de coletâneas, projetos editoriais, oficinas literárias e palestras, sempre com atenção especial à crônica como gênero de observação do cotidiano, diálogo e espaço de convivência entre escritores.

Formação e atuação institucional

  • Graduado em Educação Física pela ESEF/UFRGS (1985).
  • Empresário nas áreas de publicidade, propaganda e telecomunicações até 2007.
  • Egresso da Oficina de Criação Literária – PUCRS (curso livre), sob orientação de Luiz Antonio de Assis Brasil (2008).
  • Desde 2008 atua na economia criativa, dedicando-se à literatura, à formação de escritores, à edição e à produção cultural.
  • Ministra oficinas e palestras pelo Circuito Arte SESC desde 2008.
  • Professor do Curso de Formação de Escritores Metamorfose.
  • Vice-presidente da Associação Gaúcha de Escritores (AGES) entre 2012 e 2015.
  • Membro do Conselho Editorial do Instituto Estadual do Livro (IEL) entre 2015 e 2018.
  • Jurado do Prêmio Açorianos de Literatura (categoria Crônica) em 2016.
  • Consultor e palestrante da Profit Consultoria, Comunicação e Marketing – Divisão Cultural.

TRAJETÓRIA DOCUMENTADA

Literatura

Rubem Penz mantém produção regular de crônicas desde 2003. Ao longo da carreira, publicou livros autorais, organizou coletâneas, desenvolveu projetos editoriais e atuou na formação de escritores por meio da Oficina Literária Santa Sede e da Santa Sede Editorial.

Livros autorais

  • O Y da questão e outras crônicas (Literalis, 2007) — finalista do Prêmio Açorianos de Literatura 2008 e indicado a Livro do Ano (Crônica) pela AGEs.
  • Enquanto Tempo – crônicas (BesouroBox, 2012) — desenvolvido para uso em escolas; adotado em 2020 pela Rede Municipal de Educação de São Paulo.
  • Greve de Sexo e outras crônicas (Buqui, 2016).
  • Hoje não vou falar de amor e outras crônicas (Metamorfose, 2019).
  • Santa Sede 10 anos – tim-tim por tim-tim (Santa Sede Editorial, 2020).
  • Aforistas graças a Deus (Santa Sede Editorial, Selo Balcão, 2023).
  • Aventuras e desventuras de um pai bem passado (Santa Sede Editorial, Selo Balcão, 2026).

Participações editoriais

  • Pedra, papel e tesoura – contos de oficina 38 (Bestiário, 2008), resultado da Oficina de Criação Literária de Luiz Antonio de Assis Brasil (PUCRS).

Organização de livros

Além da produção autoral, organizou diversas obras coletivas e institucionais.

Entre elas:

  • Ponto de Partilha I (Bestiário, 2008), com Valesca de Assis.
  • Moraes da História (Bestiário, 2012).
  • Almanaque coletivo do cotidiano particular (Bestiário, 2014).
  • Festschrift para Assis Brasil (Bestiário, 2015), em homenagem aos 30 anos da Oficina Literária de Luiz Antonio de Assis Brasil.

Oficina Literária Santa Sede

Idealizada por Rubem Penz em 2010, a Santa Sede reúne oficinas permanentes de crônica, projetos editoriais e formação de escritores. Em 2016 recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura – Destaque Literário.

Como resultado das oficinas foram publicadas, até o momento, as seguintes coletâneas:

  • Santa Sede Safra 2010 (Literalis, 2010)
  • Santa Sede Safra 2011 (Fábrica de Leitura, 2011)
  • Santa Sede Safra 2012 (Literalis, 2012)
  • Santa Sede Safra 2013 (Buqui, 2013)
  • Santa Sede Safra 2014 (Buqui, 2014)
  • Santa Sede Safra 2015 (Buqui, 2015)
  • Santa Sede Safra 2016 (Buqui, 2016)
  • Santa Sede Safra 2017 (Buqui, 2017)
  • Santa Sede Safra 2018 (Buqui, 2018)
  • Almoço de domingo – Safra 2019 (Metamorfose, 2019)
  • Eu, hein!? – Safra 2020 (Santa Sede Editorial, 2020)
  • Outros presentes – Safra 2021 (Santa Sede Editorial, 2021)
  • Não olhe para trás – Safra Canela 2021 (Santa Sede Editorial, 2021)
  • Meu lugar no mundo – Safra Virtual 2022 (Santa Sede Editorial, 2022)
  • Nunca fomos santos – Safra 2023 (Santa Sede Editorial, 2023)
  • Futuro por herança – Safra Virtual 2023 (Santa Sede Editorial, 2023)
  • Só e bem acompanhado – Safra Canela 2023 (Santa Sede Editorial, 2023)
  • Outra vez, jamais – Safra 2024 (Santa Sede Editorial, 2024)
  • Apesar de nós – Safra Virtual 2024 (Santa Sede Editorial, 2024)
  • Mentir para menos – Safra 2025 (Santa Sede Editorial, 2025)

Livros-tributo

A partir da Santa Sede, organizou uma série de livros dedicados a autores fundamentais da literatura brasileira, reunindo cronistas contemporâneos em diálogo com suas obras.

Entre eles:

  • Antônio Maria em Maria volta ao bar (Buqui, 2014).
  • Luis Fernando Verissimo em Cobras na Cabeça (Buqui, 2015).
  • Paulo Mendes Campos em A persistência do amor (Buqui, 2016).
  • Rubem Braga em Há de ti, Rubem Braga! (Buqui, 2017).
  • Caio Fernando Abreu em Caio em Mim (Buqui, 2018).
  • Millôr Fernandes em Por cima é Millôr (Metamorfose, 2019).
  • Clarice Lispector em Marias e Clarice (Santa Sede Editorial, 2020).
  • Vinicius de Moraes em Horas íntimas (Santa Sede Editorial, 2021).
  • Moacyr Scliar em Versão dos fartos (Santa Sede Editorial, 2022).
  • Stanislaw Ponte Preta em Histórias Stanislawianas (Santa Sede Editorial, 2023).
  • Cecília Meireles em Bilhetes de viagens (Santa Sede Editorial, 2024, presencial e virtual).
  • Otto Lara Resende em Intromissivas (Santa Sede Editorial, 2025).

Projetos editoriais (Spin-off)

Desde 2021 também coordena projetos editoriais independentes desenvolvidos pela Santa Sede Editorial, entre eles:

  • Grão – imagens, palavras, eternidade (Santa Sede Editorial, 2021).
  • Mulheres Ic(r)ônicas (Santa Sede Editorial, 2022).
  • A voz dos novos tempos – Crônicas 60+ (Santa Sede Editorial, 2023).
  • Vivendo a medicina – A trajetória da AD 77 (Santa Sede Editorial, 2023).
  • Calafath – crônicas rodrigueanas (Santa Sede Editorial, 2025).

Publicações periódicas

Mantém produção semanal de crônicas desde 2003.

Ao longo da carreira publicou regularmente em diferentes veículos, entre eles:

  • Zero Hora;
  • Metro Jornal Porto Alegre (2012–2018);
  • Comunidade News (Estados Unidos);
  • Diário de Viamão;
  • Diário da Fronteira;
  • Revista Bem me Quer;
  • Revista eletrônica RUBEM.

Atualmente publica na Revista Rubem e em seu site, na coluna Crônicas de Botequim.

Música

Paralelamente à literatura, desenvolve atividade musical desde a década de 1980 como baterista, percussionista, compositor e letrista.

É integrante do Grupo Versão Brasileira desde 1988 e participou de projetos ligados ao jazz e à música popular brasileira, incluindo o Free Jazz Porto Alegre, além de gravações em estúdio, espetáculos teatrais e turnês.

Principais projetos musicais

  • Grupo Versão Brasileira — música instrumental (ininterrupto desde 1988), com Antonio Xavier, Marcelo Leal e Felipe Braca, . Destaque para a participação no Free Jazz Porto Alegre (1998), shows Nota Jazz e (Re)Nascimento, no Teatro Renascença;
  • Com Cristiano Fischer e David Sosa — Show As rosas não falam (2009).
  • Com Maurício Marques e Dudu Sperb — Show Filosofia em circulação regional pelo SESC/RS (2010-2011).
  • Com Luizinho Santos, Bethy Krieger e Marcelo Leal no Luizinho Santos Quarteto
  • Com Luizinho Santos, Bethy Krieger e Marcelo Leal no Luizinho Santos Quarteto com o Show Jonh Coltrane Especial no projeto Blue Jazz, Foyer do Theatro São Pedro.
  • Com José Paulo Pires, Marcelo Leal, Aleksander Kostylew e Camila Toledo, Grupo Mojave (2013–2014).
  • Banda A Tropicália tá chegando, base musical do espetáculo de teatro e palestra de mesmo nome — Show (2014–2016).

Discografia

Participou dos seguintes álbuns:

  • Passatempo — Grupo Versão Brasileira (2000).
  • Donaflor — Anne Florence Schneider (2011).
  • Mãe e filha — Marcelo Leal (2012).
  • Canção para voar — Vanessa Longoni (2013).
  • Vagalume — Cláudio Vera Cruz (2014).
  • Tresavento — Marcelo Delacroix (2020).
  • Uma tarde de nostalgia — Grupo Café da Manhã (2020).
  • Samba da sede — parceria com Dudu Penz e interpretado com Dudu Sperb e Maurício Marques (single, 2023).
  • Reverso — parceria com Antônio Xavier (2024).
  • Tamborim — Dudu Penz (2025).

Premiações musicais

O álbum Reverso foi finalista do Prêmio Açorianos de Música 2024 nas categorias:

  • Melhor Álbum ou EP;
  • Melhor Compositor para Antônio Xavier e Rubem Penz (Paramar);
  • Melhor Intérprete (Gisele De Santi, por Paramar).

Premiações e reconhecimentos

  • Finalista do Prêmio Açorianos de Literatura categoria crônica com O Y da questão e outras crônicas (Literalis, 2008).
  • Finalista do Prêmio Livro do Ano AGES categoria crônica com O Y da questão e outras crônicas (Literalis, 2008).
  • Prêmios de excelência gráfica e design com Inter Pares (Literalis, 2011).
  • Finalista do Prêmio Açorianos de Literatura 2015 com Antônio Maria em Maria volta ao bar (Buqui, 2014).
  • Prêmio Açorianos de Literatura 2016 – Destaque Literário para a Oficina Literária Santa Sede.
  • Prêmio Livro do Ano AGES 2017 categoria crônica com O amor acaba (Buqui, 2016).
  • Finalista em três categorias do Prêmio Açorianos de Música 2024 com o álbum Reverso.

 

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