OFICINAS DE CRÔNICA NO BAR

Eu bem que tentei, mas desisti de contar quantas músicas brasileiras usam a palavra Bar. E olha que investiguei só os títulos. Porque se procurar nas letras, fica impossível. E mesmo filtrando por intérprete, a coisa complica. De Lupicínio Rodrigues a Michel Teló, de Chico Buarque aos Racionais MCs, todos já homenagearam mais de uma vez a mesa que apóia não só o copo, mas o desabafo. Onde tudo que é ideia procria. Incluindo aquelas que, dizem os amigos (ou os inimigos), deveriam ser registradas no papel.

É tão verdade que o escritor, músico e publicitário Rubem Penz decidiu, em 2010, dar suas oficinas de crônica em botecos da cidade. Neste ano, o lusco-fusco escolhido foi o do Apolinário, instalado numa casa antiga da Cidade Baixa, com pé-direito alto e azulejos na parede. Lá conheci os nove participantes da oficina Porto Alegre Soa Assim, com duração de 4 happy-hours (pena que já está na metade). De março a agosto, no mesmo canto intimista e no mesmo horário notívago, acontece a oficina maior, batizada de Santa Sede, com direito à publicação de livro e sessão de autógrafos. E se o negócio é aperfeiçoar a voz literária antes de enfrentar o leitores, sirva-se da oficina média, cujo nome é Aperitivo Santa Sede.

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