Friends – meu lugar no mundo

Lanço um desafio: escreva-me quem, sendo fã de Friends, não chorou em nenhum momento ao assistir Friends, the reunion – o especial que reuniu elenco, criadores, roteiristas e convidados especiais da série. Foi uma das coisas mais emocionantes que vi nos últimos tempos. Depois (e até agora), fiquei pensando por qual razão isso me tocou tão fundo. E não faltam motivos.

Começo pelo básico: creio ser a rotina de encontros com amigos um dos maiores patrimônios que faz a riqueza de nossa vida. Assim, um seriado que exalta o poder do afeto genuíno de uma turma existiu como que sob medida para mim e para unir pessoas com a mesma crença. E o sucesso mundial do programa demonstra sermos muitos, ainda que nem todos possam contar com experiências tão boas em suas vidas. Eu posso!

Amigos nascem por afinidade, crescem por respeito, multiplicam-se por admiração e, por afeição, tornam-se imortais.

Também sou uma pessoa tocada pela genialidade e competência em geral, muito especialmente quando envolve arte. Neste sentido, as lágrimas foram uma forma de aplauso. Lindo notar que todos os envolvidos deram-se conta de que estiveram, por dez anos, diante do sublime, do raro. Porém, também do leve, do divertido, do contagiante. Para todos foi mais do que trabalho – foi envolvimento.

Outro motivo de eu ter gostado tanto de Friends, the reunion foi escutar o que os criadores tinham a dizer. Sorvi com prazer cada detalhe revelado de bastidores, cada dúvida e cada certeza nascida para dar vida aos seis personagens. E a confirmação de algo pouco percebido por leigos: a revolucionária decisão de não existir um só protagonista, e sim o protagonismo de todos eles em alternância.

Por fim, identifiquei no especial muitos sentimentos que habitam meu coração com maior ou menor sazonalidade. Um deles me preenche agora: a saudade antecipada do grupo de Meu lugar no mundo, o livro composto pela Safra 2022 Virtual da Santa Sede, uma turma digna de receber o nome de Friends. Mesmo na distância da tela do computador, dez pessoas (pois me incluo) criaram vínculos mais preciosos do que diamantes.

É por isso que a frase síntese da Santa Sede é “Encontre sua turma”. Amigos nascem por afinidade, crescem por respeito, multiplicam-se por admiração e, por afeição, tornam-se imortais. A “Master Safra” é uma espécie de essência destes propósitos. Minhas lágrimas roladas, com e por eles, são aplausos. E cristalizam a eternidade.

8 comentários em “Friends – meu lugar no mundo”

  1. Texto que não poderia retratar melhor o sentimento e a emoção de se sentir uma das protagonistas da Safra 2022 da Santa Sede, esse grupo de friends que se formou por afinidade, respeito, compartilhamento e, como bem colocou o Rubem, por afeição. Benvindas as lágrimas desse amor que, contrariando o poeta, serão imortais posto que cristalizaram em cada um de nós.

    1. Rubem Penz

      Não poderia deixar de falar de lágrimas depois de ter chorado feito criança com a homenagem de vocês no Sarau de “Versão dos fartos”, no Apolinário… Uma alegria imensa! Beijos, Ana Helena!

  2. Mariangela

    Quem disse que as amizades duradouras são as cultivasse na infância e adolescência não sabia nada de amizade genuína. Na maturidade encontrei minha turma de escrita e de vivências. Na Santa Sede recuperei algo meio esquecido: o prazer de rir por tudo e por nada. E aprendi a acreditar na minha capacidade de pôr em palavras os sentimentos. Obrigada, friends & boss!

    1. Rubem Penz

      Sentimos muito sua ausência ontem, Mariângela… Demos boas risadas, entre outras coisas. Beijão!

  3. Ana Cristina

    Que lindo, Rubem! Estou muito feliz de participar desse grupo tão “Friends”. E com esse presente, eu me senti abraçada, acolhida, lisonjeada e agradecida. Essa turma foi um encontro, uma “reunion” a cada encontro, que fortaleceu a união e a identidade como grupo. Muito obrigada por ter proporcionado tudo isso. E sempre um até breve. Novembro nos reencontramos.

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