Quando criaram a Coca Light (Diet Coke) em 1982, antes da Zero, não precisaram rebatizar a Coca-Cola.
Quando criaram o leite sem lactose (fiquemos neste conceito vago de “sem” por conveniência), não precisaram rebatizar o leite.
Quando criaram o New Beatle (Novo Fusca), ainda que distante do espírito precursor, não precisaram rebatizar o Fusca.
Nem mesmo quando nomearam Nova York, a York anterior passou a ser chamada de Velha York (ainda que exista Hamburgo Velho ali no Vale do Sinos a atrapalhar meu raciocínio, mas Hamburgo, na Alemanha, não precisou ser renomeada).
Quando criaram a cerveja sem álcool e, gostemos dela ou não, a chance de beber e dirigir, não precisaram rebatizar a cerveja.
Quando criaram a espingarda de cano duplo – e trarei este exemplo apesar de ferir suscetibilidades –, não precisaram rebatizar a espingarda.
Quando criaram a Durex de dupla face (1925, gente, é bem antigo), não precisaram rebatizar a Durex – para quem não sabe, a tal fita adesiva.
Se você pedir na loja por uma calça, virá uma calça, mesmo que existam calças curtas. Afinal, quando criaram este modelo, não precisaram rebatizar as calças. Há mil modelos, é preciso ser específico? Hoje, sim. Mas, não virá uma curta.
Aonde quero chegar?
O novo, o alterado, o diferente não batiza o anterior, é batizado por ele.
Sem prefixo ou sufixo, sem a marca alternativa, existirá a norma. Isso é lógico.
Ou seja, se você pedir uma Coca-Cola, a obrigação é trazer uma Coca-Cola. A quem perguntar “Zero ou normal?”, por educação, iremos responder. Mas, precisar, não precisa. Estará subentendido.


Para rir! Como a oferta dos menus online em lugares sem wifi…
Hahahahahaha! Boa!
Como sempre Maninho com muito humor!
Obrigado, tio!