Procura-se!

Procura-se pessoas que ainda cultivem o prazer do encontro, a palavra certa, o olhar atento, o sorriso franco. Um conjunto que nos valoriza mais do que a roupa da moda ou o carro importado.

Procura-se — e muito — quem leia o mundo pelas lentes da amizade: filtro cada vez mais raro, capaz de separar o que tem valor do que pode (e deve) ser relevado. Afinal, perfeição é como crédito no armazém: só amanhã.

Procura-se, desesperadamente, quem invista seu tempo para escutar o outro, ver o outro, sentir o outro. Quem devolva calor, volume, beleza e presença aos que chegam para uma conversa franca.

Procura-se, e sem prazo para encerrar as buscas, homens e mulheres que habitem fora das bolhas algorítmicas, dos nichos laborais, das prisões de pensamento, das armadilhas dogmáticas.

Se você procura tudo isso para resgatar algo de nobre que parecia perdido, oferto boas notícias: já encontramos. Não de hoje — faz tempo. E seguimos anunciando por aí.

A Oficina Santa Sede – Crônicas de Botequim é um achado: um lugar aonde catamos uns aos outros, todos na mesma busca e no mesmo resgate. Cada par como espelho do sorriso alheio.

Nesta sexta-feira, por exemplo, acontece nossa Festa de Fim de Ano. O sedento que anda procurando um programa divertido, encontrou. Teremos música, balanço, projeções e homenagens: vida vivida presencialmente.

Agora, se por má sorte não der para confirmar seu nome no link agora
(https://forms.gle/DKmurBj1bUFJ56WeA),
procure conhecer, o quanto antes, as ementas para 2026 na oficina literária mais metódica e descontraída do mundo. Aqui, até o garçom tem prioridade — basta que espere a leitura chegar ao seu fim.

4 comentários em “Procura-se!”

    1. E já se vão 15 anos desde o primeiro brinde, Auri. Desde a primeira cerveja virada sobre os textos, desde a primeira saideira…

      1. futuristicallyunabashed74fc865eda

        Procura-se passagem aérea acessível, para que uma aspirante a cronista possa se sentar à mesa gaúcha de feras.

        1. Ah, isso de o Brasil ser continental é um problemão, né? Se (quando) visitar Porto Alegre, reserve uma noite para a experiência crônica!
          Obrigado! Abração

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