O agiota ao contrário
A quem empresta esperanças, pagamos com juras? Juro que a crônica ajudará a saldar a dúvida.
A quem empresta esperanças, pagamos com juras? Juro que a crônica ajudará a saldar a dúvida.
Interessante. Sempre que ouvimos o preâmbulo “posso ser honesto?”, o que será dito adiante está mais para crítica do que para elogio, mais para a severidade do que indulgência, mais para sisudez do que para amenidade. Em outras palavras, vem chumbo. O que torna, a contrário sensu, as palavras positivas, animadoras e leves meio desonestas.
Momento nuvem Rubem Penz Há um antídoto muito poderoso para aqueles que sofrem de delírios de grandeza – ir ao Parque Nacional dos Aparados da Serra, ali na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nem todos os cânions estão franqueados para visitação, mas isso está longe de ser um problema, desde que
A realidade e a utopia Quando a cortina se abre, a realidade está ao centro do palco, acomodada em uma cadeira de balanço que pende ora para frente, ora para trás fazendo cleq, cleq, cleq, cleq. Veste roupas em tons de cinza, sóbrias. Calça sapatos de bico fino que permanecem encostados um no outro, apoiados
Embromadinho Rubem Penz Quer se sentir embromadinho? Tente lembrar que em muitas cidades, nesta cidade, construções irregulares sobem pelas encostas dos morros a olhos vistos, diante de todos e das autoridades, esperando apenas que uma chuva mais forte provoque o deslocamento de solo com direito a perdas de vidas, de patrimônio, de sonhos, de futuro;
Rubem Penz Cena um, cotidiana: minha sobrinha paulista (paulistana), numa recente estada em Porto Alegre, reparou espantadíssima na quantidade de carros brancos num estacionamento do shopping. Ué, mas não tem carro branco em São Paulo também? – coube a pergunta. Claro que tem. Em São Paulo, os carros brancos são táxis. Logo, estão na rua,
Rubem Penz Se existe um ditado incontestável (há quem adore contestar ditados), é o “cada louco com sua mania”. Primeiro, porque relaciona nossas manias a um estado de insanidade, apesar de muitos se defenderem as chamando de “método” – sim, muitos maniáticos se definem como metódicos. Segundo, pela referência ao particular do fenômeno (cada um