Violência, esgrima e xadrez 2 – o outro lado
Retomo a metáfora da esgrima e do xadrez numa narrativa rodrigueana. Vale ler as duas.
Retomo a metáfora da esgrima e do xadrez numa narrativa rodrigueana. Vale ler as duas.
As conjunções adversativas existem para compor orações onde apresentamos idéias contrárias. Opostas, diferentes, alternativas. Delas todas, o “mas” é a conjunção mais usual. Quase pode ser considerada um vício de linguagem para os escritores ou falantes. Seu maior perigo é surgir para justificar o injustificável. Por exemplo: a torcida visitante vandaliza o estádio adversário. Arranca
Rubem Penz O tiro que atingiu um bebê ainda dentro da barriga de sua mãe, no Rio de Janeiro, deu-me a impressão de atravessarmos um novo portal na escalada da violência. Algo parecido com a transposição de fase em um jogo a partir da qual os desafios se tornam ainda mais complexos, difíceis e perigosos.
Rubem Penz O embate entre dois esgrimistas pode ser definido como a aceleração extrema de uma partida de xadrez. Os deslocamentos espaçados no tabuleiro, dependentes do tempo demandado por cada um dos oponentes para montar suas estratégias, espelham-se num mísero segundo na ponta do florete. Guarda, ataque, defesa, contra-ataque e antecipação são os movimentos e
Rubem Penz Polícia! Para quem precisa! Polícia! Para quem precisa de polícia! Tony Bellotto Uma ordem, qualquer ordem, traz consigo diversos desdobramentos relacionados. Quando dizemos ao filho pequeno “não põe a mão no fogo”, tal ordem contém as consequências: vai doer muito, queimar a pele, levar ao hospital, deixar cicatrizes para o resto da vida…
Coluna do Metro Jornal em 11.03.14 No texto “O exercício da crônica”, que já completou 60 anos, Vinícius de Moraes não poupou os colunistas que apenas produziam crônicas reticentes, vagas e ególatras, entre outras, comparando essa fuga dos assuntos urgentes a vender antibiótico adulterado em tempos de epidemia. Hoje, desconsiderar a banalização do crime e