Se passado
Tarefa de hoje: conquistar sua atenção sem abusar da inteligência.
Retomo a série “Votos nupciais” para saber se em lares democráticos se deve continuar promovendo DRs ou seria o caso de criar CPIs quando algum tema precisa ser investigado, debatido, esmiuçado. É a saga da familia de Arnaldo, Mariluz, Júnior e Alice que aparece outra vez para nos ajudar a tecer conclusões próprias.
Rubem Penz Faz muitos anos imaginei um lar com sua rotina contaminada pelas manobras e barganhas de uma casa legislativa. Tive como inspiração o fato de que as relações conjugais e familiares migraram de uma ditadura patrimonial-paternalista para uma democracia: agora, todos no núcleo estão com voz e voto. Aliás, pela imensa atualidade, cheguei a
Rubem Penz “Eu não sei dançar tão devagar pra te acompanhar” (Alvim L.) Uma das cenas mais corriqueiras em festas do tipo “jantares dançantes” é a dos casais antigos girando pelo salão numa invejável harmonia. No fundo, lá no fundo, até o mais empedernido metaleiro é capaz de se comover com tanta doçura. Os pares
Rubem Penz Conheço de perto duas mulheres que escalam. Literalmente, aqui não há metáforas (ou há, quem sabe). Conheço-as com proximidade suficiente para traçar paralelos entre ambas. Aliás, duas moças com idade parecida (distanciam-se na margem de erro das pesquisas), porte bem semelhante e o mesmo brilho no olhar. Duas mulheres determinadas, guerreiras e incansáveis
Rufar dos Tambores nº 525 Meu bem, meu mal Você é minha droga, paixão e carnaval Meu bem, meu zen, meu mal Caetano Veloso Pouco se ouve falar de acordos pré-nupciais. Eles são contratos particulares para adicionar cláusulas que ultrapassam as deliberações normais de uniões civis – comunhão parcial, comunhão universal ou separação de bens.
Coluna do Metro Porto Alegre em 15.05.2013 POR ESCRITO, DE VIVA VOZ Experimente, durante uma situação de conflito, no calor do debate, ser sincero em suas opiniões a respeito de algo ou alguém. Muito provavelmente acontecerá um desabafo, uma torrente de argumentos que, antes de verdadeiros ou justos, serão francos e atiradores. Corresponderão exatamente ao
Rufar dos Tambores 520 Máquina de lavar Rubem Penz Lava roupa todo dia, que agonia Na quebrada da soleira… Luiz Melodia Meu amor, Lembro como se fosse hoje do nosso começo: primeiro, sofri uma torrente de sentimentos. Estive plena, preenchida até a borda com sua presença. Encharcada, dançante, movediça. Porém, mal começara a me mover,
Coluna do Metro Porto Alegre em 03.04.13 DESMONTANDO O CASTELO DE COPAS Todos sabem como se monta um castelo de cartas: dispondo duas a duas em apoio solidário. Ações somadas e repetidas para a construção do objetivo maior. Dependendo de quantas cartas formarem a base (expectativas), tão mais audacioso será o projeto, o tempo que
Coluna do Metro em 06.02.2013 O TOMBO NO VASO DE VIOLETAS Nossa, faz tanto tempo… Brinco (a sério) ter sido em vidas passadas. Morava num simpático apartamento de um quarto, primeiro lar que sucedia a casa dos meus pais e, talvez por isso, com uma luz especial. Mas não apenas por isso: era solar mesmo,
Número 506 Um bálsamo chamado desilusão Rubem Penz O amor quando acontece A gente esquece logo que sofreu um dia Ilusão João Bosco É comum apontarmos alguém de olhar cabisbaixo, caminhar arrastado, respiração miúda entremeada de longos suspiros e, por conhecer o motivo, lamentar sua condição: padece de uma sombria fossa amorosa. Algo tão arrebatador
Número 502 Luz e sombra Rubem Penz Aos nove anos, ela só tinha olhos para os meninos que dominavam o recreio – eram bravos, jogavam futebol, zoavam com os colegas e, em alguma medida, maltratavam as meninas. Eles raramente lhe davam muita pelota, mas jamais deixava de mandar bilhetinhos em papel cor-de-rosa, cheios de corações.
Crônica 500 Virando a página Rubem Penz Interessante essa figura de linguagem a ser aplicada em nossa vida: virar a página. Mais do que ir adiante, parece significar o ato de deixar de olhar para o que se tem (tinha?) diante dos olhos e defrontar-se com o novo. Gesto que pode ser abrupto e impactante